terça-feira, 15 de novembro de 2011

INFORMAÇÃO VENCIDA,TEMA CONTINUA ATUAL


Enquanto aguardava ser atendido pelo meu Dentista , da pequena mesinha de centro alcancei uma velha revista, diria a principio que a mesma já estava com a data de validade vencida, mas lá encontro publicada uma matéria que sem a menor dúvida continua mais atual que nunca, e que procuro sintetizar a seguir: Conforme o Censo 2010, o Maranhão abriga 32 dos 50 Municípios mais miseráveis do Brasil. Quando Sarney chegou ao poder em 1965, o Estado já ocupava as últimas posições do ranking nacional de desenvolvimento. Passados cinco décadas de poder do Clã Sarney, os mesmos conseguiram a proeza de nada terem feito para mudar os indicadores sociais do Estado do Maranhão, que continua a ser o mais vexatório do País. Conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA): A pobreza extrema atinge 14% da população, em 82 das cidades do Estado a renda média é inferior ao que o Bolsa Família paga em benefícios. O historiador Wagner Cabral da Costa, da Universidade Federal do Maranhão, aponta tres causas para o atrazo em que padecem seus habitantes: Nos anos 60 , o Governo Estadual distribuiu grandes extensões de terra a empresas privadas tendo por consequência a formação de latifúndios improdutivos, que, utilizados para atividades altamente subsidiadas, resultaram em quase nenhum retorno financeiro para a economia maranhense, desnecessário citar o autor da medida. Pelos mesmos duvidosos critérios que não necessariamente os do interesse público, seus sucessores deram continuidade ao erro(?) esvaziando os cofres do estado para levar para lá indústrias que demandavam pouca mão de obra. Resultado: metade da população economicamente ativa depende da pequena agricultura. A terceira razão do atraso como não poderia deixar de ser é a corrupção, é como diz Cabral da Costa: “No Maranhão, ela é endêmica” , “A rigor, a República nunca chegou por aqui”. Agora, como exercício comparativo, imaginemos que o Maranhão fosse um País: Renda Per Capita=5100 Reais, menor do que a de El Salvador, 14% da população em extrema POBREZA, situação idêntica à da Indonésia, Indice de desenvolvimento humano (IDH) de 0,68, igual ao da Namíbia, Expectativa de vida de 68 anos, pior do que a do Uzbequistão, Mortalidade infantil de 36 crianças por 1000 nascimentos, maior que a do Iraque, 8% dos habitantes têm acesso à internet, proporção inferior à do Sri Lanka. (Fontes: IBGE, PNUD e GOOGLE PUBLIC DATA). Finalizando, já ouviram falar da FAVELA DA LIBERDADE em São Luís, é o retrato do atraso perpetuado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário