domingo, 13 de novembro de 2011

BRASÍLIA TRISTE SINA

O primeiro político brasiliense na recente história política do Distrito Federal a personificar o dito popular, “A ocasião faz o Ladrão”, foi o ex-Senador Luiz Estevão, que teve o mandato cassado depois de ser acusado de envolvimento no desvio de R$169,5 milhões do Tribunal Regional do Trabalho, de São Paulo. Para relembrar, seu cúmplice na maracutáia, Juíz Nicolau, passou a ser conhecido popularmente pela alcunha “Juíz LALAU”. Posteriormente, assistimos o poderoso-chefão de Brasília, Joaquim Roriz, detentor de quatro mandatos como Governador do Distrito Federal, renunciar para não ser cassado do mandato de Senador, depois de flagrado em conversa combinando a partilha de uma propina paga pelo empresário Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas. Mais adiante, o chamado mensalão do DEM, resultou na prisão e perda do mandato do então Governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Seu Vice, Paulo Octávio assume o Governo, mas por pouco tempo, é forçado a renúnciar em meio a denúncias de distribuição de propina arrecadado entre empresas contratadas pelo Governo. Recentemente a Câmara dos Deputados, que não abre mão de ser refúgio de malfeitores, absolveu do processo de cassação de seu mandato, a Deputada Jaqueline Roriz (filha de peixe...) graças ao corporativismo de 265 Deputados protegidos da opinião pública pelo anonimato do inaceitável Voto Secreto. A aprendiz de picareta, como seu professor, foi flagrada recebendo dinheiro do delator do mensalão do DEM, Durval Barbosa. Na Justiça a Deputada responde a dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e a cinco processos no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, detalhe: continua Ficha-Limpa. Nos dias de hoje, é o atual Governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, que frequenta os noticiários acusado de recebimento de propina quando era diretor da Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA), além de denúncias de desvios de verba , quando Ministro do Esporte. Até a presente data, nenhum dos pilantras citados foi julgado em caráter definitivo. Sobre Arruda e Paulo Octávio não há nem mesmo denúncia do Ministério Público Federal. Como diz um certo provérbio Alemão: “Quanto mais Leis, menos Justiça”.

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