sexta-feira, 30 de setembro de 2011

CONFLITO SEM FIM -

De Nova York, o jornalista Caio Blinder publica na edição 2236 da revista Veja: “Nada contra um futuro Estado Palestino, forjado através de negociações bilaterais e não pantomina diplomática em Nova York. Tudo a Favor, mas por que tanto contra Israel? minha pergunta é mais um exercício de retórica.” Pergunto eu: “somos todos idiotas ? Como sempre Israel ou seus filhos para ser mais exato são retratados por eles proprios sempre como as eternas vitimas dos demais povos. Lobos em peles de cordeiro usam o Holocausto como sua maior propaganda, e lá se vão mais de 65 anos daquele triste episódio perpetrado por fascinoras nazistas, que não podem ser classificados como seres-humanos. Estranho a mesma triste lembrança não ser de igual forma tão sistematicamente difundida com relação a outras barbaridades vivenciadas pela humanidade. Também na Segunda grande guerra os nazistas externinaram nove milhões de Russos, ou os seis milhões de vidas Judias valem mais que os no ve dos Russos? Não vejo também reviverem constantemente o massacre perpetrado pelos Japoneses quando invadiram a China. E nem pensar nas bombas atómicas que dizimaram duas cidades japonesas, lançadas pelos Americanos. E poderia citar outras barbaridades mas volto ao tema que resolvi abordar nessas poucas linhas e com uma nova pergunta: Interessa realmente ao governo Israelense negociar para a efetivação da criação de um Estado Palestino independente ? Atrevo-me a responder que não. Desde 1967 após a chamada guerra dos seis dias, Israel instalou 19 enclaves em Jerusalém Oriental. Os assentamentos são considerados ilegais pelas Leis Internacionais, E daí ? Netanyahu disse que não deveria haver decisões unilaterais, mas não há nada mais unilateral do que sempre que se procura o caminho do entendimento Israel promove uma nova rodada de construções em terras usurpadas dos palestinos. Em Israel grande parcela de sua população é totalmente contrária a atual politica expansionista perseguida pelos ultimos governos, e sem poder politico suficiente para reverter a atual politica em prol da paz entre os dois povos. Yitzhak Rabin grande Estadista Israelense buscava esse caminho quando foi assassinado em 1995 pela direita radical israelense Yigal Amir, contrarios aos acordos de Oslo. Dos Estados Unidos ama laconica frase oficial sobre a intenção de Israel na construção de novos assentamentos: “Atitude de Israel é contraproducente” , ou seja: Lavo as mãos. E o que falar da ONU e seu Conselho de Segurança, fundada em 1945 tinha como principal objetivo o de deter guerras e fornecer plataorma para o diálago. Seus 193 estados membros são apenas figuras decorativas já que basta o veto de um dos cinco membros permanentes, Estados Unidos,França, Reino-Unido, Rússia ou China para derrubar qualquer deliberação ou vontade de todos os demais reunidos.Em tempo, o jornalista comentado é Judeu.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

DESCALABRO

Poderes independentes porém unidos quando o assunto é cambalacho.Veja por exemplo o caso da familia do Senador José Sarney,envolvida com desvio de verbas públicas e envio ilegal de dinheiro ao exterior: O STJ acaba de anular toda a investigação realizada pela Polícia Federal e Ministério Público. Para comemorar, uma suculenta feijoada reunindo amigos, advogados da família Sarney, e pasmem, o Ministro do STJ , Sebastião Reis Junior, simplesmente o Relator do processo que anulou a investigação. Quer mais? Na festa de casamento do filho do Presidente da Comissão de Ética Pública, Sepúlvida Pertence,presentes ao evento o Ex-Senador Luiz Estevão, cassado e condenado a 31 anos de prisão, a onze anos em liberdade aguardando recursos no STJ e STF e nada mais que o Ministro do Supremo Dias Tofolli. Resumindo Réu e Juíz de um mesmo processo. Aliás o Ministro como outras personalidades da vida pública chegou de jatinho particular. Toffoli não por acaso é o Relator de um dos processos de Estevão no Supremo Tribunal Federal. Na festa, acredite se for capaz, garçons serviam em bandejas, lanças-perfume, droga ilegal. ( matéria sobre o assunto na edição do dia 28/09 da revista Veja. Tiririca você é minha esperança.

BRASIL TAMBÉM E SINÔNIMO DE IMPUNIDADE

Sabem o que significa CNJ. Conselho Nacional de Justiça. Para o que serve esse Conselho? para investigar e punir Juízes por má conduta. Portanto o CNJ tem papel fundamental na moralização do Judiciário. Aliás o Judiciário é o unico poder em que o cidadão não tem qualquer tipo de controle, a única é exercida pelo CNJ. Não é só de corrupção que padece nosso Brasil, o corporativismo está enraizado nos tres poderes manifestando-se para defender interesses escusos. Em seis anos de atuação séria e imparcial o CNJ condenou cincoenta Magistrados acusados de irregularidades. E não é que o Supremo Tribunal Federal, presidido pelo Ministro Cezar Peluso pretende reduzir os poderes do CNJ, impedindo-o de investigar e punir Juízes. Como disse muito bem o Dr. Ophir Cavalcante, presidente da OAB, o objetivo é fazer com que o Judiciário volte a ser uma caixa-preta. A Corregedora do CNJ Eliana Calmon, foi pressionada pelo Ministro Peluso, para retratar-se das afirmações da corajosa Corregedora quando disse ser preciso combater a impunidade e que há bandidos escondidos atrás da toga.Eliana Calmon recusou-se tendo travado rispida e áspera discussão com o Ministro Presidente do STJ. O que teria motivado o Ministro a investir com tamanha veemencia contra as atribuições do CNJ ? Sabemos que o Desembargador Roberto Wilder, ex-corregedor geral da Justiça do Rio de Janeiro responde a processo administrativo, acusado de tráfico de influencia no TJ-RIO, tendo apresentado atuação não condizente com os preceitos descritos na Lei Orgânica da Magistratura. Tudo leva a crer que o STF julgue procedente ação impetrada pela Associação dos Magistrados Brasileiros, retirando o poder do CNJ de punir Juízes, oficializando-se definitivamente a figura do corporativismo também no Judiciário.