segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

EMPREITEIRAS DA CORRUPÇÃO

Também concordo, nada original o título acima, pelo contrário chega a ser enfadonho comentar um assunto que é de total conhecimento público e até mesmo podemos dizer que já faz parte do cotidiano noticioso no Brasil. Aliás essa relação despudorada e obscena existente entre o Poder Público e as denominadas Empreiteiras é ecdêmica, está enraizada nas práticas que norteiam os Políticos e seus Partidos desde os primórdios de nossa combalida República. Exemplo desta triste sina que assola o Brasil diz respeito a um dos maiores escândalos de corrupção da decada passada, aquele que envolve as obras de dez aeroportos (outra vergonha nacional), e que segundo a Polícia Federal, superfaturados em 1 BILHÃO de Reais. O Ministério Público Federal fez sua parte denunciando à Justiça Federal 56 envolvidos no assalto ao erário. Entre os criminosos toda a diretoria da Infraero e os executivos das maiores empreiteiras do Brasil, que responderão pelos crimes de fraude em licitações, peculato, corrupção ativa e passiva e outros. Das dezessete empreiteiras envolvidas podemos destacar as três que alçaram o pódio : CARIOCA ( 79 milhões ) , OAS ( 96 milhões ) e a grande campeã : ODEBRECHT (163 milhões de Reais). A denúncia do Ministério Público Federal pode ser considerada como uma notícia alvissareira ? acho no mínimo precipitado qualquer tipo de comemoração, conhecendo os trâmites legais em nosso país o resultado deve ser o mesmo de tantos outros processos de mesma tipificação penal, o que infelizmente contraria o conhecido dito: “O Crime Não Compensa”.

2 comentários:

  1. Mauro Pires de Amorim.
    O uso do Estado em proveito próprio é uma tradicional prática da cultura política brasileira. O coronelismo, seja ele rural ou urbano, seus currais e cabrestos eleitorais, perdura até nossos dias. Esse é um dos fatores, que ao meu ver, motiva os governantes a serem tão desleixados com a educação pública de qualidade e formação de uma cidadania consciente, uma vez que povo bem educado, adquire consciência de cidadania bem mais facilmente e em contrapartida, não se deixa ser facilmente enganado. Infelizmente nosso povo nunca teve tal oportunidade, sendo privado de direitos básicos de cidadania pétreos do Estado Democrático de Direito. Direitos não são favores, são garantias.
    Fora a questão da educação, temos ainda, a saúde e saneamento básico, a previdência social, a casa própria e algumas mais que deixei de mencionar, mas que enfim, justificam o embasamento e existência do nosso atual Estado brasileiro e que, pela perversidade dessa cultura tradicional e usurpadora do uso do poder em causa própria por parte dos governantes, obrigando aos cidadãos de algumas posses financeiras a mais, a terem que recorrem aos serviços privados, afim de proverem um atendimento de melhor qualidade nessas áreas. Entretanto, a perversidade continua, pois tais cidadãos de algumas posses financeiras a mais, pagam duas vez, uma ao Estado via sistema tributário e outra à iniciativa privada via prestação contratual. Quanto aos cidadãos menos favorecidos financeiramente, há perversidade também, pois além da privação ao direito pétreo da cidadania no Estado Democrático de Direito, mencionado anteriormente, sob o aspecto tributário, há igual recolhimento e a contra- prestação é feita na forma de serviços públicos de péssima qualidade, que em nada contribuem para a evolução histórica de nossa cidadania e da República Democrática de Direito.
    Nossos partidos políticos e nossos políticos, são em sua grande maioria, balcões de negócios e negociantes em pleno exercício de sua atividade lucrativa: o loteamento do exercício do poder. Por tal motivo é que há toda essa luta, inveja e ciúmes por conta dos cargos políticos.
    Nossa República Democrática de Direito ainda engatinha e pelo visto, continuará engatinhando por um bom tempo.
    Felicidades e boas energias.

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  2. Mauro Pires de Amorim.
    Prezado Adolpho, cometí um erro de grafia no 2º parágrafo de meu comentário anterior. Na 9ª linha, escreví "duas vez", quando na verdade queria escrever "duas vezes".
    Juntando o seu texto com meu comentário, percebe para onde vai nosso dinheiro arrecadado pelo Estado via sistema tributário, uma vez que tal sistema é a principal, se não a única fonte de sustentação financeira do Estado?
    Tenho certeza que sim.
    Mais uma vez, sinceros desejos de felicidades e boas energias.

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