sábado, 10 de dezembro de 2011
RECIPROCIDADE SEM MAIS DELONGA
Sem o necessário destaque que o assunto merece, não raro encontramos exiguas notas nos periódicos nacionais acerca do tratamento dispensado aos Brasileiros que desembarcam na Espanha, mesmo aqueles em conexão com destino a outras nações Européias. Dia sete do corrente mês, no jornal “O Globo”, mais precisamente na coluna assinada pelo jornalista Anselmo Gois, deparei-me com mais uma denúncia de arbitrariedade e violência a que estamos sujeitos ao apresentarmos o Passaporte Brasileiro as Autoridades Alfandegárias daquele País. A carioca Alice Tosatto, 42 anos, foi deportada de Madri quando seguia para Lisboa, onde vive o marido, sem antes, permanecer detida por 24 horas numa sala, sem banho, com travestis e supostas prostitutas latinas. Casos como o dessa senhora são mais frequentes do que realmente chegamos a ter conhecimento, e merecem a devida atenção do Governo Brasileiro. Os relatos daqueles desafortunados escolhidos aleatoriamente, sem qualquer justificativa ou fundamento legal que passaram por esse trauma são inacreditáveis. Os agentes espanhois mais parecem os nazistas da famigerada gestapo, consideram-se filhos de uma raça superior, tratam os brasileiros como cidadãos de segunda classe. Seria essa índole racista e perversa herança genética dos antepassados que exterminaram civilizações inteiras no continente Americano? Tal intolerancia é inadimissível e inaceitável e não está atrelada a situação caótica em que se encontram as nações Européias, ela é muito anterior a atual crise. O Brasil recebeu de braços abertos no século passado, milhares de emigrantes espanhois, com a atual situação economica na Espanha, provavelmente muitos aqui aportarão buscando novas oportunidades e é nesse momento que nosso Governo deve fazer faler a cláusula de Reciprocidade existente nos tratados entre as duas nações, deportando de igual forma os emigrantes daquele País. Hoje na Espanha a taxa de desemprego se aproxima de 50%, não conseguem encontrar compradores para seus títulos mesmo dispostos a pagar juros anuais de 7%. O endividamento do Governo Espanhol incluíndo o setor privado é correspondente a 366% tendo como proporção o PIB do País. O Brasil subdesenvolvido e atrasado ficou no passado, hoje somos uma Nação que desperta cobiça e interesses diversos, dentro da atual conjuntura mundial um verdadeiro oásis. Por muito tempo andamos de pires na mão submetidos as exigencias do FMI, agora batem à nossa porta humildes e desprovidos daquela arrogancia milenar, e no caso específico em tela , cabe recordar nosso grande Jurista Ruy Barbosa quando proferiu: “A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais na medida em que se desigualam...” Que se faça valer a reciprocidade convencionada.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário