quinta-feira, 17 de novembro de 2011
PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO, PRAGA A SER EXTIRPADA
O Chamado loteamento de cargos, ou participação no governo como era denominado no Governo FHC, sem dúvidas é o principal fator do festival de corrupção e desvios de conduta dentro do Executivo. E não é invenção ou privilégio do Governo PT, vem desde os tempos da redemocratização do País, nos idos anos 80. A nevasta prática da troca de cargos e pastas por apoio parlamentar submete o chefe de Estado a alianças espúrias, ficando o mesmo refém dos votos das bancadas formadas pelos Partidos aliados. A Democracia saí fortalecida quando os projetos e idéias podem ser alvos de negociação ou até mesmo barganha, mas devem ser apreciados com as várias siglas vencedoras nas urnas, que poderam conceder o apoio, ou fazer oposição, dentro do contexto ideológico e pragmático de cada Partido Político, e nunca pela partilha de Ministérios e cargos Públicos disponíveis no Executivo que são de responsabilidade direta e exclusiva do Presidente. O que assistimos a anos são verdadeiros feudos conquistados pelos partidos que compõem a base governista. Partidos esses que ocupam os cargos do Executivo independente de qualificação e do conhecimento dos indicados para os cargos. A cada escandalo que vivenciamos em Ministérios substituen-se os envolvidos por outros indicados pelo partido detentor daquele feudo, resumindo: “As feses é a mesma, as moscas é que mudaram”. E fica evidente o prejuízo que causa a imagem e a governabilidade do Presidente, afinal para o povão “Tanto é ladrão o que vai a vinha como o que fica à porta”. A reforma Ministerial prevista para o próximo ano, é uma ótima oportunidade para se colocar um fim a essa excrecência.
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