sábado, 8 de outubro de 2011
LEI NO MÍNIMO IMORAL
Por Lei, os Ministros de Estado demitidos passam por uma quarentena em que ficam impossibilitados de prestar qualquer tipo de consultoria, tendo como contra-partida o recebimento dos salarios (R$26.700,00) nos quatro meses subsequentes a demissão. Veja por exemplo o caso do ex-Ministro Palocci, demitido do cargo acusado de suposto enriquecimento ilícito. Permaneceu no Governo apenas 158 dias e encerra hoje a tal quarentena com R$ 106.000,00 a mais em sua modesta conta bancária. Desse privilégio imoral, Palocci é reencidente, já que em 2006 foi igualmente demitido do Ministério da Fazenda, após denúncias do então seu caseiro Francenildo Costa, por envolvimento com outras autoridades em negociatas nada republicanas.Mas o que de fato queremos saber foi como o patrimônio do ex-ministro aumentou em 20 vezes no pouco espaço de tempo, de 1996 a 2010. Aliás só em 2010 , ele teria recebido cerca de 20 MILHÕES de Reais em contratos da Projeto, empresa da qual é sócio. O ex-ministro apesar dos escandalos envolvendo seu nome, parece não querer largar o osso, como diz-se popularmente, e já articula um possível retorno a política candidatando-se a Prefeito de Ribeirão Preto, naturalmente respaldado pela crença de que Brasileiro tem memória curta o que de fato parece se confirmar bastando para isso verificar os nomes que continuam a compor as bancadas do Congresso Nacional. Como diria aquele famoso âncora do tele-jornalismo brasileiro: “ISSO É UMA VERGONHA”.
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