quinta-feira, 13 de outubro de 2011

ABUSO EXPLÍCITO

O papel da Polícia Legislativa é o de proteger o Parlamento, e não, atuar como o antigo DOPS, atender interesse pessoal de um deputado, saindo de suas reais funções, e pior, com o conhecimento do Presidente da Câmara Deputado Marco Maia, que tal qual Pilatos, lava as mãos em favor do corporativismo e da impunidade. O Deputado Roberto Policarpo, do PT, investigado em inquérito que tramita na Polícia Federal por crime eleitoral, podendo inclusive custar-lhe o mandato, utiliza-se, valendo-se do cargo, da Polícia Legislativa para intimidar e desqualificar as testemunhas, no caso seus ex-cabos eleitorais, que são peças fundamentais no inquérito em que é suspeito de compra de votos. Por sua vez, a Polícia da Câmara extrapola e atua as margens da Lei já que não tem competência legal para intimar, interrogar ou realizar diligências, principalmente se envolvem casos investigados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Não é a primeira vez que esse mesmo ilegal expediente e utilizado, também , usando a Polícia Legislativa como Polícia Pessoal, em 2007 , o então Presidente Renan Calheiros que na ocasião também sofria ameaça de cassação depois de reveladas suas ligações com um empreiteiro, utilizou-se da Polícia Legislativa para espionar desafetos políticos. Na ocasião , a Corregedoria do Senado chegou a solicitar ao Supremo Tribunal Federal a abertura de um inquérito para investigar o caso. Como esperado, não deu em nada.

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